Empreendedorismo: o que é e como começar

Laís Corrêa Oliveira

Empreendedorismo

7 de agosto

Quem nunca pensou em abrir um negócio? Pode ser uma loja com produtos que você gosta, um serviço que sabe fazer muito bem, uma escola, um e-commerce ou até uma ideia que ainda não saiu do papel.

As possibilidades para quem quer empreender são muitas. E justamente por isso é importante avaliar cada uma com responsabilidade.

Empreender não é apenas ter uma boa ideia. É entender se ela resolve um problema real, se existe alguém disposto a pagar por aquela solução e se você tem condições de transformar essa ideia em uma operação que funcione no dia a dia.

Ao longo deste conteúdo, vamos explicar o que é empreendedorismo, quais características fazem parte de um perfil empreendedor e quais passos ajudam a transformar uma ideia em um negócio.

Também vamos mostrar que algumas habilidades podem até surgir de forma mais natural para algumas pessoas, mas isso não significa que sejam exclusivas de quem “nasceu empreendedor”. Com prática, planejamento e experiência, muita coisa pode ser desenvolvida.

O que é empreendedorismo?

Empreendedorismo é o processo de identificar uma oportunidade, criar uma solução e organizar recursos para transformar essa ideia em algo que gere valor. Esse valor pode aparecer de diferentes formas.

Pode ser um produto que facilita a rotina de alguém, um serviço que resolve um problema específico ou um negócio que gera empregos e movimenta a economia. Empreender, portanto, vai muito além de abrir uma empresa.

É observar o que acontece ao seu redor e perceber onde existe espaço para fazer algo melhor, diferente ou mais eficiente. Às vezes, a ideia nasce de uma necessidade pessoal. Uma pessoa sente falta de determinado serviço em sua cidade e decide criá-lo. Em outros casos, ela percebe uma oportunidade dentro de uma área que já conhece bem.

Um professor, por exemplo, pode começar dando aulas particulares e, com o tempo, perceber que existe espaço para transformar esse trabalho em uma escola. Já um profissional de marketing pode oferecer seus serviços de forma independente. Alguém que entende muito de um determinado produto pode transformar esse conhecimento em uma loja. O ponto em comum é que existe uma oportunidade e alguém disposto a organizá-la como negócio.

Qual é a diferença entre empreender e abrir uma empresa?

Abrir uma empresa é uma etapa formal. Empreender é um processo mais amplo. Uma pessoa pode empreender antes mesmo de ter um CNPJ. Ela pode testar uma ideia, conversar com possíveis clientes, validar um produto ou oferecer um serviço de forma inicial.

A abertura da empresa acontece quando esse projeto começa a exigir uma estrutura formal. Ao mesmo tempo, ter uma empresa aberta não significa necessariamente agir de forma empreendedora.

Empreendedorismo envolve observar oportunidades, tomar decisões, adaptar estratégias e buscar formas de melhorar a operação. Ou seja: abrir uma empresa é parte do caminho. Empreender é tudo o que acontece antes, durante e depois.

Quais são os principais tipos de empreendedorismo?

Existem diferentes formas de empreender, e cada uma pode fazer sentido para um perfil diferente. O empreendedorismo tradicional é aquele em que uma pessoa cria um negócio próprio do zero.

Ela escolhe a marca, desenvolve o produto, define os processos, constrói a comunicação e organiza toda a operação. Também existe o empreendedorismo digital, que pode envolver e-commerce, produção de conteúdo, serviços online, plataformas ou cursos.

Outro caminho é o empreendedorismo social, em que o negócio busca resolver um problema da sociedade enquanto constrói uma operação sustentável. Há ainda quem empreenda dentro de uma empresa, criando projetos e propondo novas soluções. Esse perfil costuma ser chamado de intraempreendedor.

E existe também o empreendedorismo por franquia. Nesse modelo, o empreendedor abre uma unidade de uma marca que já possui processos, identidade, estrutura e experiência de mercado. A diferença é que ele não começa tudo do zero. Ainda assim, continua sendo responsável pela gestão local e pelo desenvolvimento da unidade.

Quais características um empreendedor precisa desenvolver?

Um bom empreendedor não precisa saber fazer tudo. Na verdade, uma das habilidades mais importantes é justamente reconhecer o que ainda precisa aprender. Algumas pessoas têm facilidade natural com vendas. Outras são mais organizadas, comunicativas ou estratégicas. 

No entanto, não se preocupe: nenhum empreendedor nasce pronto, e as habilidades empreendedoras podem ser desenvolvidas ao longo do caminho. O Sebrae reforça que o comportamento empreendedor pode ser aprendido e aprimorado com prática e capacitação, destacando também a criatividade como uma habilidade importante nesse processo.

Habilidades empreendedoras mais importantes

Entre as características que costumam fazer diferença estão:

  • organização;
  • iniciativa;
  • comunicação;
  • capacidade de tomar decisões;
  • visão de oportunidades;
  • disciplina;
  • planejamento;
  • flexibilidade;
  • liderança;
  • disposição para aprender.

Também é importante desenvolver uma relação saudável com o risco. Afinal, empreender envolve incertezas, e nem todas as decisões terão um resultado previsível. Isso não significa agir sem pensar. Pelo contrário: um bom empreendedor não ignora os riscos, mas busca compreendê-los, planejar diferentes cenários e reduzir as chances de tomar decisões por impulso.

Outra característica importante é a capacidade de ouvir. Muitas ideias mudam depois que entram em contato com o público. Às vezes, o produto que parecia perfeito precisa de ajustes. O preço pode não fazer sentido. A comunicação pode não estar clara. Por isso, ouvir os clientes, equipe e mercado ajuda a tomar decisões melhores.

Empreendedora segurando um livro, simbolizando aprendizado e evolução constante.

Como começar a empreender?

O primeiro passo para empreender não é abrir uma empresa, mas sim entender qual problema você quer resolver e para quem. Uma ideia pode parecer excelente para quem criou, mas isso não significa que exista demanda. Por isso, o começo precisa envolver pesquisa e validação.

Identifique um problema e valide sua ideia

Toda ideia de negócio precisa responder a uma pergunta simples:

por que alguém compraria isso?

Tente entender qual necessidade existe por trás da sua proposta. Se você pensa em abrir uma escola de idiomas, por exemplo, qual público deseja atender?

Crianças? Adultos? Profissionais?

Existe procura por esse tipo de serviço na sua região? Quais escolas já existem? O que elas oferecem? O que você faria de diferente?

Validar uma ideia significa testar se existe interesse antes de investir uma grande quantidade de dinheiro.

Isso pode ser feito por meio de:

  • conversas com possíveis clientes;
  • pesquisas;
  • testes de produto;
  • pré-vendas;
  • pequenos projetos;
  • análise de concorrentes.

Quanto mais cedo você entender o mercado, menor a chance de construir algo que ninguém procura.

Analise o mercado e defina o modelo de negócio

Depois de validar a ideia, é hora de entender como ela funcionará na prática. Um modelo de negócio explica como uma empresa cria, entrega e captura valor.

Em outras palavras:

  • quem é o cliente;
  • qual problema será resolvido;
  • o que será oferecido;
  • como o produto ou serviço será vendido;
  • quais serão os principais custos;
  • de onde virá a receita.

Esse exercício ajuda a transformar uma ideia ampla em uma operação mais concreta. Imagine alguém que deseja trabalhar com aulas de inglês. Existem vários modelos possíveis: oferecer aulas particulares presenciais, trabalhar online, criar turmas, montar um curso próprio, abrir uma escola independente ou escolher uma franquia. Cada caminho exige uma estrutura diferente.

Organize as finanças e planeje os primeiros passos

Um dos maiores erros ao começar um negócio é olhar apenas para o valor necessário para abrir as portas. Também é preciso pensar no que acontece depois. Quanto custa manter a operação por mês? Quanto será necessário para pagar aluguel, salários, fornecedores, sistemas, impostos e marketing? Quanto tempo pode levar até que a empresa gere receita suficiente para cobrir as despesas? Essas perguntas fazem parte do planejamento financeiro.

Outro ponto importante é o capital de giro: o dinheiro reservado para manter a empresa funcionando enquanto as receitas ainda não são suficientes para cobrir todos os custos. Sem essa reserva, um negócio pode enfrentar dificuldades mesmo tendo potencial.


Formalize e coloque o negócio em prática

Depois de validar a ideia e organizar o planejamento, chega o momento de formalizar a operação. No Brasil, existem diferentes formatos de empresa. Dependendo do tipo de atividade, do faturamento e da quantidade de funcionários, o empreendedor pode se enquadrar como MEI ou precisar abrir outro tipo de empresa.

A formalização envolve questões como:

  • CNPJ;
  • enquadramento tributário;
  • licenças;
  • inscrição municipal ou estadual;
  • emissão de notas fiscais.

Essas exigências variam conforme o negócio. Por isso, antes de abrir a empresa, vale buscar orientação contábil para entender qual formato faz mais sentido.

Quais são os principais desafios do empreendedorismo?

Empreender traz autonomia, mas também responsabilidade, já que um dos principais desafios é lidar com a falta de previsibilidade. No início, nem sempre existe uma receita constante, pois o negócio ainda está formando uma base de clientes e testando processos. Além disso, o empreendedor também precisa aprender a lidar com diferentes áreas da operação.

Muitas pessoas começam empreendendo porque dominam um produto ou serviço, mas logo percebem que também precisam entender de:

  • vendas;
  • marketing;
  • finanças;
  • atendimento;
  • gestão de pessoas;
  • processos;
  • planejamento.

Um professor que abre uma escola, por exemplo, pode entender muito de educação e ainda precisar desenvolver habilidades comerciais. Um bom cozinheiro pode precisar aprender sobre gestão financeira, assim como um profissional técnico pode precisar se tornar líder.

Esse é um ponto importante: empreender exige aprendizado constante. 

Empreender sozinho ou escolher uma franquia?

Criar um negócio próprio oferece liberdade para construir tudo do seu jeito. Você pode  escolher a marca, o produto, o posicionamento, os fornecedores e os processos. Mas essa liberdade também significa que muitas decisões precisam ser tomadas do zero.

Em uma franquia, parte desse caminho já foi estruturada. O empreendedor passa a utilizar uma marca, um modelo de negócio e processos desenvolvidos pela franqueadora. Também pode receber treinamentos, materiais, suporte de marketing e orientações de gestão.

Isso não significa que a franquia funcione sozinha, o franqueado continua responsável pela operação local. Ele precisa liderar a equipe, acompanhar resultados e aplicar os processos da rede.

A diferença está no ponto de partida: no negócio independente, o empreendedor constrói a estrutura do zero. Já na franquia, ele passa a operar dentro de um modelo previamente estruturado. Nenhuma das opções é automaticamente melhor; a escolha depende do perfil, dos objetivos e das necessidades de cada pessoa.

Quem valoriza total autonomia pode preferir um negócio próprio. Quem busca mais orientação pode se identificar com o modelo de franquia.

Por que empreender no mercado de educação?

Educação é uma área que está presente em diferentes momentos da vida. As pessoas buscam cursos para se desenvolver profissionalmente, aprender uma habilidade, mudar de carreira ou realizar um objetivo pessoal. 

Isso cria espaço para diferentes negócios. Entre eles estão:

  • escolas de idiomas;
  • reforço escolar;
  • cursos profissionalizantes;
  • treinamentos empresariais;
  • cursos online;
  • preparação para provas;
  • formação complementar.

No ensino de idiomas, por exemplo, os alunos podem ter objetivos muito diferentes. Alguns querem viajar, outros precisam do idioma para uma oportunidade de trabalho, enquanto há quem deseje estudar fora ou simplesmente aprender algo novo.

Essa variedade permite desenvolver soluções para públicos distintos. No entanto, uma boa oportunidade de mercado não elimina a necessidade de gestão. Uma escola precisa captar alunos, formar turmas, acompanhar resultados, organizar a equipe e manter a qualidade do ensino.

Empreender na educação exige justamente esse equilíbrio, olhar para o negócio sem perder de vista o que acontece dentro da sala de aula.

Como a Phenom apoia novos empreendedores?

Para quem deseja empreender no mercado de idiomas sem precisar criar todos os processos do zero, a Phenom oferece modelos de franquia com suporte em diferentes áreas. O franqueado passa a contar com metodologia, materiais didáticos, treinamentos e orientações para a implantação da unidade.

A rede também oferece apoio na área comercial, contribuindo para a organização da captação e do acompanhamento de potenciais alunos. No marketing, disponibiliza conteúdos, campanhas e direcionamentos para apoiar a comunicação local.

Na prática, o empreendedor pode concentrar seus esforços na gestão e no desenvolvimento da unidade enquanto utiliza uma estrutura já criada. Isso não significa que o trabalho seja menor, mas que parte das decisões já conta com um direcionamento.

O franqueado continua responsável por liderar a equipe, acompanhar indicadores e colocar os processos em prática. Para quem está começando a empreender, essa estrutura pode ajudar a reduzir parte das incertezas envolvidas na construção de uma marca, de uma metodologia e de uma operação do zero.

Perguntas frequentes sobre empreendedorismo

É possível empreender com pouco dinheiro?

Sim, mas depende do modelo de negócio. Serviços costumam exigir menos estrutura inicial do que operações físicas. Também existem modelos mais enxutos, como negócios digitais e microfranquias.

O mais importante é entender o investimento total e o capital necessário para manter a operação nos primeiros meses.

Preciso sair do emprego para começar?

Não necessariamente. Muitos empreendedores começam testando ideias enquanto ainda trabalham. Essa estratégia pode reduzir o risco financeiro e permitir uma validação gradual. A decisão de sair do emprego deve considerar a situação financeira, a demanda pelo negócio e o estágio da operação.

Como saber se uma ideia de negócio é viável?

Uma ideia é viável quando existe demanda, possibilidade de gerar receita e uma estrutura de custos que permita sustentar a operação. Antes de investir, é importante testar a proposta, estudar o público e analisar os números.

Franquia é uma forma de empreendedorismo?

Sim, o franqueado é um empreendedor responsável por administrar uma unidade de uma marca. A diferença é que ele utiliza processos e um modelo desenvolvido pela franqueadora.

É preciso ter experiência para abrir uma franquia?

Depende da rede e do segmento. Algumas franquias exigem experiência específica. Outras oferecem treinamento para pessoas que ainda não atuaram naquele setor. Mesmo assim, é importante ter disposição para aprender sobre gestão, vendas e liderança.

Equipe participando de uma reunião para definição de estratégias e metas.

Empreender começa muito antes da abertura das portas

Quem olha de fora pode imaginar que empreender começa quando a empresa é inaugurada. Na prática, começa bem antes: quando alguém percebe uma oportunidade e decide pesquisá-la, entende que uma boa ideia precisa de planejamento ou busca aprender algo que ainda não domina.

Nem todo empreendedor começa sabendo vender, liderar ou administrar uma operação. Essas habilidades podem ser desenvolvidas ao longo do caminho. O mais importante é não tratar o empreendedorismo como um salto no escuro.

Quanto mais clareza houver sobre o mercado, os custos e o modelo de negócio, mais preparada a pessoa estará para tomar decisões. E também não existe apenas uma forma de começar. Alguns preferem construir uma marca do zero, enquanto outros buscam um modelo que já ofereça processos, metodologia e suporte.

Para quem deseja atuar no mercado de educação, uma franquia de idiomas pode ser um desses caminhos. No fim, empreender não é apenas ter coragem para começar, mas disposição para aprender, ajustar e continuar construindo.

Quer conhecer uma possibilidade para empreender no mercado de idiomas? Veja os modelos de franquia da Phenom e entenda qual deles pode fazer sentido para o seu perfil e para a sua região.

Phenom Idiomas

Laís Corrêa Oliveira

8 publicações

Sobre o autor

Atuo como pesquisadora em políticas públicas e gênero e trabalho com comunicação e redação na Phenom Idiomas. Minha escrita nasce do encontro entre análise crítica e prática explorando conexões entre diferentes temas, perspectivas e experiências, porque reconheço que boas ideias raramente vêm de um lugar só.

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