Laís Corrêa Oliveira
•Empreendedorismo
•5 de novembroVocê encontrou um imóvel bonito, o aluguel cabe no orçamento e a localização parece boa. À primeira vista, pode parecer que a escolha do ponto comercial está resolvida.
Mas, antes de assinar o contrato, vale olhar com mais calma.
Antes de assinar o contrato, vale olhar para o imóvel de forma mais estratégica e entender se aquela região realmente concentra o público que você pretende atender, se o acesso funciona bem nos horários das aulas e se o espaço comporta a estrutura necessária para a escola.
Também entram nessa análise a visibilidade da fachada e, principalmente, o investimento necessário para transformar aquele imóvel em uma operação pronta para receber alunos.
Escolher um ponto comercial para uma escola de idiomas vai muito além de encontrar um endereço disponível. É uma decisão que interfere no acesso dos alunos, na visibilidade da marca, nos custos da operação e até no valor que será necessário investir antes da inauguração.
Por isso, o melhor ponto não é necessariamente o mais movimentado, o mais central ou o mais barato. O que importa é encontrar um equilíbrio entre localização, público, estrutura e viabilidade financeira.
Não existe um endereço que funcione da mesma maneira para todas as escolas.
Uma operação voltada principalmente para crianças e adolescentes pode se beneficiar da proximidade com escolas, bairros residenciais e regiões onde famílias circulam durante o dia. Já uma unidade com forte presença de alunos adultos pode encontrar oportunidades perto de empresas, centros comerciais ou regiões com movimento no início da noite.
A própria dinâmica da cidade também muda bastante essa análise. Em um município menor, atravessar a cidade pode levar poucos minutos. Em uma cidade maior, alguns quilômetros já podem representar trânsito, dificuldade de estacionamento e um deslocamento que o aluno talvez não esteja disposto a fazer várias vezes por semana.
É por isso que, antes de começar a visitar imóveis, vale entender primeiro quem você pretende atender e como esse público se movimenta pela cidade.
Se ainda existe dúvida sobre o potencial do mercado em que você pretende abrir a escola, vale começar por uma análise mais ampla da região e entender se a sua cidade comporta uma escola de idiomas.
Um imóvel pode parecer uma ótima oportunidade no papel e ainda assim estar no lugar errado para quem realmente poderia estudar ali.
Imagine uma região com grande movimento durante o horário comercial. Pela manhã e à tarde, as ruas estão cheias, o comércio funciona e existe circulação constante de pessoas. Às 19h, porém, boa parte desse movimento desaparece.
Se grande parte dos potenciais alunos da escola procura aulas justamente no fim da tarde e à noite, o fluxo observado durante o dia pode dizer pouco sobre o potencial real daquele endereço.
O contrário também pode acontecer. Um bairro residencial pode não parecer tão movimentado quanto o centro da cidade, mas concentrar famílias, escolas, condomínios e pessoas que preferem estudar perto de casa. Nesse caso, a localização pode fazer sentido mesmo sem milhares de pessoas passando pela porta diariamente.
Por isso, fluxo é importante, mas precisa ser o fluxo certo. Mais do que contar quantas pessoas passam pela rua, vale observar quem circula ali, em quais horários e se esse público combina com a proposta da escola.
Na Phenom, essa discussão já aparece logo no início da implantação. Depois que o contrato da franquia é assinado, começa o processo de estruturação da escola, acompanhado por Tainara Maneira, Supervisora de Implantação. A busca pelo ponto é feita em conjunto com o franqueado, analisando diferentes possibilidades dentro da realidade daquela cidade e do investimento disponível.
Segundo Tainara, algumas situações costumam aparecer nesse processo.
Um ponto mais central pode oferecer maior visibilidade e circulação, mas geralmente vem acompanhado de um aluguel mais alto. Já uma localização em bairro pode apresentar custos menores e maior proximidade com determinados públicos, mas exigir um trabalho mais intenso de marketing e divulgação para tornar a escola conhecida na região.
Existe ainda a possibilidade de encontrar um imóvel atraente principalmente pelo preço. Nesse caso, a análise precisa ir além do aluguel e considerar quanto será necessário investir para adequar aquele espaço à operação.
É aí que um imóvel aparentemente barato pode deixar de ser tão atrativo. Se a estrutura exige uma reforma extensa, alterações na fachada, adequações internas, pintura, mobiliário ou outras intervenções, a diferença economizada no aluguel pode ser consumida antes mesmo da inauguração.

Quando um empreendedor compara dois imóveis, é comum olhar primeiro para o valor mensal. Mas o aluguel representa apenas uma parte do custo daquele ponto.
Um imóvel pode custar menos por mês e exigir um investimento muito maior antes da abertura. Outro pode ter um aluguel mais alto, mas já apresentar uma distribuição interna próxima daquilo que a escola precisa.
Por isso, durante a análise, também é importante observar se o espaço comporta salas de aula, recepção, circulação, banheiros e os demais ambientes necessários. O custo da reforma vai entrar diretamente nessa conta.
Antes de assumir um contrato, vale ter uma visão mais ampla do capital necessário para colocar o negócio em funcionamento, considerando não apenas o imóvel, mas todos os recursos que serão necessários até a abertura. Esse planejamento se conecta diretamente ao cálculo do capital inicial necessário para abrir um negócio ou franquia.
A pergunta, portanto, não deveria ser apenas “quanto custa o aluguel?”, mas quanto esse endereço custará até estar pronto para receber alunos.
Uma avenida conhecida pode parecer automaticamente a melhor escolha, mas o endereço precisa funcionar na rotina de quem realmente vai utilizá-lo.
Se chegar até a escola exige enfrentar congestionamento, fazer um retorno complicado ou procurar estacionamento durante vários minutos, a localização pode começar a perder parte da atratividade que tinha no mapa.
Isso se torna ainda mais relevante quando a escola atende crianças e adolescentes.
Em muitos casos, os responsáveis precisam parar rapidamente para deixar ou buscar o aluno. Ter uma área de embarque e desembarque, estacionamento próximo ou facilidade de acesso pode pesar bastante nessa experiência.
O mesmo vale para adultos que chegam à escola depois do trabalho. Uma diferença pequena em quilômetros pode representar uma diferença grande em tempo de deslocamento.
Por isso, olhar para o ponto em horários diferentes costuma revelar muito mais do que visitar o imóvel uma única vez durante a tarde.
Não necessariamente. Em algumas regiões, a ausência de vagas próprias pode ser compensada por estacionamento próximo, transporte público ou facilidade de embarque e desembarque.
Em outras, pode se tornar um problema importante. Tudo vai depender do perfil do público e da dinâmica daquela região.
Uma escola instalada em uma área central, com transporte público disponível e grande circulação de pedestres, enfrenta uma realidade diferente de uma unidade localizada em uma região onde praticamente todos os alunos chegam de carro.
É justamente por isso que critérios como estacionamento não devem ser avaliados isoladamente. O que importa é entender como aquele aluno chegará à escola e se esse deslocamento é simples o suficiente para fazer parte da rotina dele.
Pode, mas também não é uma regra. A proximidade com escolas de educação básica pode ser interessante porque concentra crianças, adolescentes e famílias, mas isso não significa automaticamente que haverá demanda suficiente por um curso de idiomas.
É preciso observar quem estuda naquela região, como é o perfil das famílias, quais outras escolas de idiomas já estão presentes e até que distância as pessoas costumam percorrer para acessar esse tipo de serviço.
O mesmo raciocínio vale para universidades e empresas. Uma unidade próxima de um polo empresarial pode ter acesso a um público adulto interessante, enquanto outra, próxima a uma universidade, pode encontrar estudantes que procuram idiomas por motivos acadêmicos ou profissionais.
A localização ganha sentido quando é analisada junto com o público.
Para uma escola física, sim. Uma fachada visível ajuda a escola a ser reconhecida por quem circula naquela região e contribui para a construção da presença da marca na cidade.
Mas ela também precisa conversar com a identidade da rede. Na Phenom, depois que o ponto é definido e a parte contratual do imóvel é concluída, entra no processo Inara Guadagnino, arquiteta responsável pelo projeto arquitetônico da unidade.
A atuação não se limita à fachada. O projeto trabalha tanto a parte externa quanto os ambientes internos, incluindo recepção e salas de aula, buscando adequar o imóvel escolhido à identidade visual e aos padrões da rede.
É nesse momento que aquele espaço que antes era apenas um imóvel começa, de fato, a ganhar a aparência de uma escola Phenom.

Depois da definição do imóvel e da elaboração do projeto, começa uma etapa menos visível para quem olha uma inauguração pronta: os orçamentos.
É necessário levantar o que será preciso para executar as adaptações, comprar móveis, realizar pinturas e colocar em prática tudo aquilo que foi definido para aquele espaço. Tainara e Inara continuam acompanhando esse processo durante as obras e adequações.
Isso é importante porque o projeto não termina quando o desenho fica pronto. É durante a execução que aparecem decisões sobre custos, fornecedores, materiais e adaptações que precisam ser resolvidas até que a estrutura física esteja preparada. O tempo dessa etapa pode variar bastante.
Na Phenom, não existe um intervalo único entre a assinatura da franquia e a inauguração. Quanto mais cedo a escola estiver pronta para operar, melhor, mas o ritmo depende da realidade de cada franqueado, inclusive do capital disponível para a implantação e de ele já possuir ou não um ponto escolhido antes de entrar para a rede.
Quando a estrutura física fica pronta, o processo de implantação ainda não terminou.
A supervisão de Implantação continua auxiliando o franqueado em outras etapas necessárias para colocar a operação de pé, como abertura do CNPJ, solicitação de materiais gráficos e organização de ativações comerciais na cidade.
É nesse momento que o foco começa a sair da obra e se aproximar da abertura da escola. A unidade precisa começar a ser apresentada ao mercado local, a equipe precisa ser preparada e a inauguração precisa ser organizada.
Quando chega esse momento, entra também o consultor de campo, que vai até a unidade para acompanhar a preparação da equipe e os primeiros passos da operação.
Esse período funciona como uma transição entre “estamos construindo uma escola” e “agora precisamos administrar uma escola”. A Phenom já mostrou mais detalhes dessa preparação no conteúdo sobre treinamento de franqueados antes da abertura.
Esse é um dos cuidados mais importantes durante a busca. Imagine dois imóveis, o primeiro custa menos por mês, mas precisa de alterações importantes para receber salas de aula, nova fachada, mobiliário e outras adequações.
O segundo possui um aluguel um pouco maior, mas já apresenta uma estrutura muito mais próxima daquilo que a escola precisa.
Olhar apenas para o aluguel provavelmente faria o primeiro parecer mais atraente.
Quando os custos de adaptação entram na conta, porém, a conclusão pode mudar.
Por isso, vale analisar o custo total de ocupação, e não apenas a despesa mensal.
Também é importante considerar se esse custo continuará fazendo sentido depois da inauguração. Aluguel, folha de pagamento, marketing, sistemas e outras despesas fixas precisarão caber dentro da realidade financeira da unidade.
Um endereço pode ser excelente comercialmente e, ainda assim, não fazer sentido se pressionar demais a operação.
Encontrar outra escola de idiomas perto do imóvel não significa automaticamente que aquele ponto deve ser descartado.
A presença de concorrentes também pode indicar que existe procura pelo serviço naquela região.
O mais importante é entender quem são essas escolas, qual público atendem, como se posicionam e se existe espaço para uma nova operação naquele mercado.
Uma região sem nenhum concorrente pode representar uma oportunidade.
Mas também pode indicar que a demanda ainda é pequena.
É justamente por isso que localização e análise de mercado precisam ser feitas juntas.
Antes de chegar ao imóvel, vale entender população, renda, público, empresas, instituições de ensino e outros elementos da região. O conteúdo sobre como analisar o potencial de uma cidade para uma escola de idiomas aprofunda justamente essa etapa.
Escolher um ponto pensando apenas no que existe hoje pode limitar a análise.
Vale observar se o bairro está recebendo novos condomínios, empresas, escolas, universidades ou outros empreendimentos que podem alterar a circulação e o perfil da região nos próximos anos.
Mudanças de trânsito também podem ter impacto.
Uma rua que hoje possui acesso simples pode passar por alterações. Da mesma forma, uma região que ainda está em desenvolvimento pode ganhar fluxo conforme novos projetos sejam entregues.
Esse tipo de análise não permite prever exatamente como o bairro estará no futuro, mas ajuda a evitar uma decisão baseada apenas na fotografia atual do endereço.
Ao visitar um possível ponto comercial, vale observar alguns elementos em conjunto:
Nenhum desses pontos, sozinho, define uma boa localização.
A escolha começa a ficar mais segura quando eles são analisados em conjunto.
Quem abre uma escola independente precisa construir seus próprios critérios para analisar imóveis, definir necessidades de espaço e projetar a estrutura.
Em uma franquia, parte desse conhecimento pode vir da experiência acumulada pela própria rede.
Isso não significa que a franqueadora simplesmente escolha o endereço e entregue a decisão pronta ao empreendedor.
Na Phenom, por exemplo, a busca pelo ponto é feita em conjunto entre o franqueado e a supervisão de Implantação. O objetivo é combinar o conhecimento que o empreendedor tem da própria cidade com os critérios de operação que a rede já conhece.
Depois da escolha, o processo continua com projeto arquitetônico, adequações, orçamentos, acompanhamento das obras e demais etapas necessárias até que a escola esteja pronta para inaugurar.
É justamente aí que implantação deixa de significar apenas “obra”.
Ela conecta a escolha do endereço à preparação de uma operação completa.
Um endereço movimentado pode ser ótimo, mas caro demais.
Um imóvel barato pode exigir uma reforma que muda completamente a conta.
Uma região central pode oferecer visibilidade, enquanto um bairro pode aproximar a escola exatamente do público que ela quer atender.
Por isso, escolher o ponto comercial de uma escola de idiomas não deveria ser uma busca pelo endereço “mais bonito” ou “mais famoso” da cidade.
O objetivo é encontrar um espaço que consiga equilibrar público, acesso, estrutura e custo.
Na Phenom, essa decisão acontece dentro de um processo maior de implantação, que começa depois da assinatura do contrato e continua até a inauguração, passando pela escolha do ponto, projeto arquitetônico, adequações e preparação da unidade.
Para quem está avaliando abrir uma escola, entender esse processo antes de procurar um imóvel pode evitar decisões baseadas apenas na primeira impressão.
Está pensando em abrir uma escola de idiomas na sua cidade? Conheça os modelos de franquia Phenom e entenda como funciona.
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